Bloom Social Lab

Roteiros de gravação

4 reels 24 blocos até 40s cada setembro e 4 de outubro
Local de gravação

No estúdio, 9 de setembro

Reels 01 a 03

As três peças faladas de setembro gravam-se todas neste bloco. A Lily leva três mudas de roupa e troca entre peças: saem em três semanas diferentes e não podem ler-se como o mesmo dia.

O certificado que ficou na gaveta

sai 11 de setembro6 blocosFalado a rosto, até 40sbloco 6: a CTA
0/6

«Já fiz uma formação. Porque é que havia de fazer outra?» Tens razão em perguntar.

Observações de gravação

Enquadramentoplano médio curto, do peito para cima. Câmara à altura dos olhos dela, nunca mais alta. A Lily fora do centro morto, apoiada numa das linhas de terço, com o olhar a apontar para o lado mais aberto do quadro.

Objeto cénicoela está a acabar de pousar a caixa de material na bancada e levanta o olhar para a lente na primeira palavra. O gesto acaba antes do fim da primeira frase e a partir daí as mãos ficam quietas. Serve para a peça não abrir com uma pessoa parada a falar.

Câmaratelemóvel em tripé, fixo, a cerca de 1,2 m. Sem zoom, sem movimento.

Luzjanela como fonte única, ela virada a três quartos para ela. Evitar a janela atrás (contraluz) e evitar ter a luz do teto acesa ao mesmo tempo (mistura de temperaturas). Luz difusa, de manhã ou início da tarde.

No planotira-se de cima da marquesa tudo o que não pertence ao trabalho (copos, telemóveis, papéis, sacos). Ao fundo fica a marquesa arrumada, desfocada.

Somsom da sala. Microfone de lapela por baixo da roupa, ou o do telemóvel se ela estiver a menos de 1,5 m. Desligar a máquina de Head Spa, ventoinha e ar condicionado; telemóveis em silêncio, não em vibração. Atenção ao barulho da caixa a pousar por cima da primeira palavra: pousa-se antes de falar, não ao mesmo tempo.

Takes4. Um com o gesto e o olhar a subir na primeira palavra. Um já a olhar para a lente, com o gesto acabado antes de a câmara rolar. Um só com a objeção, sem o "Tens razão em perguntar", para a montagem ter margem. Um mais seco e mais rápido.

Erro típico deste takedizer a objeção como se fosse dela. Aquilo é uma citação de quem lhe escreve, e ouve-se pela mudança de voz: a pergunta sobe no fim, e "Tens razão em perguntar" desce e volta à voz dela. O segundo erro é dizê-la na defensiva, como se estivesse a ser acusada de vender formação a quem já tem uma.

Em ecrãLily junto à bancada, a acabar de pousar a caixa de material, levanta o olhar para a lente na primeira palavra. Plano médio

E a minha resposta não é sobre técnica. É sobre o que acontece quando a formação acaba.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo do bloco 1, sem mexer no tripé. É continuidade, não plano novo.

Câmarafixa. Se a montagem precisar de disfarçar uma emenda, um push in muito ligeiro feito na edição, nunca com a mão.

Luzigual. Se passar tempo entre blocos e o sol mudar, refazer o bloco 1 a seguir para os dois casarem.

No planoigual ao bloco 1. Nada entra nem sai do quadro, e a caixa fica onde foi pousada.

Somigual. Se alguém falar na sala ao lado, para-se e repete-se; não se salva na edição.

Takes3. Um calmo, a abrir depois da tensão do bloco 1. Um mais direto. Um com uma pausa curta depois de "não é sobre técnica".

Erro típico deste takeresponder a discutir. Este é o bloco de alívio do mapa de temperatura, e a única coisa que tem de fazer é tirar peso à pergunta. Se sair a defender a formação dela, repete-se mais baixo e mais devagar.

Em ecrãA rosto, sem mexer no tripé

E no dia a seguir, quantas pessoas atendeste? Se a resposta for nenhuma, não és a primeira a dizer-me isso.

Observações de gravação

Enquadramentoquatro planos curtos e fechados, sem rosto nenhum, por esta ordem: a gaveta da bancada a abrir, um papel a ser guardado lá dentro, a gaveta a fechar, e a seguir a caixa de material fechada e a marquesa vazia. Câmara à altura do objeto.

Objeto cénico, e o limite deleo papel nunca se lê, nunca se identifica e a locução não diz de quem é. É o gesto que rima com a palavra "gaveta" da CTA, e não uma afirmação sobre ninguém. Filma-se de cima, com o papel já dobrado ou de costas, e não se aproxima o suficiente para se perceber o que lá está escrito. Se não houver papel de que se possa dispor, este bloco faz-se só com a caixa fechada e a marquesa vazia e a peça não muda nada.

Câmaratelemóvel na mão, apoiado nos dois braços junto ao corpo. Fixo, ou um pan lento de uma ponta da marquesa à outra no plano da marquesa. Distância curta nos objetos (30 a 50 cm).

Luza mesma janela, sem nada acrescentado. Filmar isto antes de a formanda do dia 9 chegar, com a sala ainda intacta.

No planosó o que já está lá. Não se põe material a mais em cima da marquesa para ficar bonito, não se abre a caixa e não se acende vela nenhuma.

Somgrava-se com som real, e o som da gaveta a fechar é para guardar limpo: é o único ruído da peça e vale por si por baixo da pergunta. Na montagem este corte fica com a voz dela por cima.

Takes2 de cada plano, um fixo e um com o pan lento. Do bloco da gaveta, 3 tomas: a gaveta fecha-se devagar numa, seca noutra, e numa terceira fecha-se sem o papel, como reserva.

Erro típico deste takearrumar a sala para a câmara, ou fechar a gaveta com força a marcar o ponto. O gesto é banal de propósito. O outro erro é filmar isto depois de a sala já ter sido usada, e aí já não é uma sala pronta, é uma sala arrumada.

Em ecrãCorte: a gaveta da bancada a abrir, um papel a ser guardado lá dentro, a gaveta a fechar. A seguir a caixa de material fechada e a marquesa vazia

Já me chegaram mulheres com o curso feito e sem terem atendido ninguém. Perguntei-lhes o que faltou.

Observações de gravação

Enquadramentovolta ao plano médio do bloco 1, mesma posição. Se a Carolina quiser marcar o regresso, um passo mais fechado (do ombro para cima) e mantém-se assim até ao fim.

Câmarafixa, tripé. Se ficar mais fechada, aproximar o tripé, nunca usar zoom digital.

Luzigual. Vigiar a sombra do nariz: se ela rodar a cabeça a mais, a sombra corta a boca e a legenda queimada fica por cima do escuro.

No planoigual.

Somigual.

Takes3. Uma seguida. Uma com pausa antes de "Perguntei-lhes o que faltou". Uma mais baixa.

Erro típico deste takedizer isto com voz de quem tem pena. Este é o bloco de alívio e é constatação, não é conforto. O outro erro é acrescentar exemplos que não estão no guião: o que ela pode dizer é o que respondeu a 03/09, e mais nada. Nenhum número, e nunca "muitas".

Em ecrãVolta a rosto

Falaram-me das dúvidas que só aparecem depois, e de como se chega às primeiras clientes. É tudo do dia a seguir ao certificado, e é aí que ninguém está a olhar.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo do bloco 4. Olhar direto na lente do princípio ao fim.

Câmarafixa. Zero movimento: é a frase que a peça existe para dizer.

Luzigual.

No planoigual. Se houver alguém na sala, sai antes deste bloco, mesmo fora de quadro.

Somsilêncio total à volta. Se houver música na montagem, baixa ainda mais aqui.

Takes4, e é aqui que se gastam tomas. É o bloco mais longo da peça, o mais lento e o mais baixo. Uma com as duas faltas seguidas. Uma com pausa entre a primeira e a segunda. Uma a contar pelos dedos. Uma quarta com pausa antes de "É tudo do dia a seguir ao certificado". Em todas a expressão sai inteira, sem sinónimos e sem abreviar.

Erro típico deste takeacelerar para caber. Se o total esticar, os segundos tiram-se do bloco 4, nunca deste. O outro erro é engolir a expressão por já a ter dito muitas vezes este mês, ou trocá-la por "o dia seguinte". Se sair diferente, repete-se, e não se salva na legenda queimada.

Em ecrãA rosto, tom baixo

Se tens um certificado numa gaveta, diz-me nos comentários o que é que te faltou no dia a seguir.

Observações de gravação

Enquadramentoigual ao bloco 5. Nada muda no fecho.

Câmarafixa. Deixar correr 2 segundos depois de ela acabar, para a montagem ter cauda.

Luzigual.

No planoigual.

Somigual. Se houver música, corta-se aqui ou baixa-se por baixo da última frase.

Takes2. Um a acabar com um meio sorriso, um sério. A CTA diz-se palavra por palavra como está no guião, porque é a mesma da legenda (R3).

Erro típico deste takemudar a CTA ao dizer ("conta-me aqui em baixo", "escreve-me"). Muda e deixa de bater com a legenda. O segundo erro é sorrir a pedir: a peça é de reconhecimento, não de simpatia.

Em ecrãA rosto, fecho

Porque é que passei o mês a falar do dia a seguir

sai 30 de setembro6 blocosFalado a rosto, até 40sbloco 6: a CTA
0/6

A minha primeira modelo foi uma amiga minha. Fui eu que lhe pedi.

Observações de gravação

Enquadramentoplano médio, da cintura para cima. Câmara exatamente à altura dos olhos, nunca mais alta nem mais baixa. A Lily numa das linhas de terço, com o olhar a apontar para o lado mais aberto do quadro. Olhar na lente antes da primeira palavra.

Câmaratelemóvel em tripé, fixo, a cerca de 1,3 m. Sem zoom, sem movimento, sem mão.

Luzjanela como fonte única, ela a três quartos para ela. Evitar a janela atrás e evitar a luz do teto acesa ao mesmo tempo. Luz difusa, de manhã ou início da tarde.

O que está no planoa sala arrumada e o fundo desfocado. Tira-se de cima da marquesa tudo o que não é do trabalho. O fundo tem de ficar igual do bloco 1 ao 6, por isso nada se mexe depois de a câmara estar montada, nem uma toalha.

Somsom da sala. Microfone de lapela por baixo da roupa, ou o do telemóvel a menos de 1,5 m. Máquina de Head Spa, ventoinha e ar condicionado desligados; telemóveis em silêncio.

Takes a gravar4, e é aqui que se ganha ou se perde a peça. Um a entrar já a olhar para a lente. Um com pausa curta antes de "Fui eu que lhe pedi". Um mais rápido e seco. Um quarto com o olhar a descer ligeiramente em "Fui eu que lhe pedi" e a voltar à lente.

Erro típico deste takedizer a confissão a sorrir, ou com voz de anedota, que a transforma em graça e tira-lhe o peso. Diz-se plana, como quem admite uma coisa antiga que já não dói. O segundo erro é acrescentar o nome da amiga: na peça é "uma amiga minha", e continua a ser até haver autorização escrita dela.

Em ecrãLily a rosto, plano médio, já a olhar para a câmara antes de falar

Ela deixou-me treinar nela e partilhou o meu trabalho com tanto orgulho que apareceram logo mais duas clientes.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo do bloco 1, sem tocar em nada. É continuidade pura.

Câmarafixa. A emenda com o bloco 1 disfarça-se na edição com um push in de 2 ou 3 por cento, feito no programa, nunca com a mão nem com zoom da câmara.

Luzigual. Se o sol mudar, refazem-se os blocos 1 e 2 seguidos.

O que está no planoigual.

Somigual. Se alguém falar na sala ao lado, para-se e repete-se.

Takes a gravar3. Uma com o sorriso a aparecer sozinho, uma neutra, uma mais rápida. O sorriso é do acontecimento, não é para a câmara; se não vier, fica a neutra.

Erro típico deste takedizer "apareceram logo mais duas clientes" com ar de resultado prometido. É um facto do primeiro dia dela, e a peça não promete clientes a ninguém. Se soar a promessa, repete-se mais plano. O outro erro é atropelar a temperatura: este é o único bloco quente da peça, e se ele sair no mesmo tom do bloco 1 a peça inteira fica plana.

Em ecrãMantém a rosto

Só que aquele trabalho levou-me cinco horas. Cinco horas para meia dúzia de pestanas. Meia dúzia. Foi esse o meu dia a seguir ao certificado.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo. Nenhuma mudança de plano na peça inteira.

Câmarafixa. Se a montagem precisar de marcar este bloco, um push in lento de 3 por cento ao longo dos 8 segundos, e mais nada.

Luzigual.

O que está no planoigual.

Somsilêncio total à volta. É o bloco com a matéria que ninguém mais tem.

Takes a gravar4, e é aqui que se gastam tomas. Uma corrida, uma calma, uma com pausa longa antes do segundo "Meia dúzia", uma quarta a olhar ligeiramente para baixo antes de voltar à lente. O segundo "Meia dúzia" é uma frase inteira e diz-se sozinha. Em todas, "o meu dia a seguir ao certificado" sai inteiro e sem sinónimos: é a única vez que a expressão sai por extenso na locução.

Erro típico deste takedizer o segundo "Meia dúzia" como repetição em vez de remate, e a frase perde o efeito todo. O segundo erro é entrar neste bloco com a mesma temperatura do bloco 2: o "Só que" é a quebra de eixo da peça e ouve-se na voz a descer.

Em ecrãMantém, tom mais baixo, sem pressa

Passei setembro inteiro a falar disto. E o meu primeiro dia, o que é que tu achas que foi?

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo.

Câmarafixa.

Luzigual.

O que está no planoigual.

Somigual.

Takes a gravar3. Uma com a pergunta mesmo a perguntar, entoação a subir no fim e pausa curta antes do corte para o bloco 5. Uma seguida, sem pausa. Uma mais lenta.

Erro típico deste takedizer a pergunta como frase de ligação, a correr. É uma pergunta a sério, feita a uma pessoa, e o trabalho dela é trazer a atenção de volta antes da tese. Se sair lida, repete-se. O outro erro é soar a arrumação de mês, tipo balanço: "Passei setembro inteiro a falar disto" passa depressa e não é o assunto.

Em ecrãMantém, abre

Não foi atender ninguém. Foi chamar modelos e treinar. O certificado resolve a técnica, não resolve o dia a seguir.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo. Olhar direto na lente do princípio ao fim.

Câmarafixa, zero movimento. É a frase que a peça existe para dizer.

Luzigual.

O que está no planoigual. Se houver mais alguém na sala, sai antes deste bloco.

Somigual. Se houver música na montagem, baixa por baixo desta frase.

Takes a gravar3. Uma normal, uma mais devagar, uma com pausa entre "não resolve" e "o dia a seguir". Este bloco nunca se acelera na montagem, mesmo que o total esteja a esticar.

Erro típico deste takeengolir a frase por já ter dito a expressão no bloco 3, ou dizer "o dia seguinte". Se sair diferente, repete-se.

Em ecrãMantém, mais devagar, olhar direto

Se andas a pensar em fazer isto, segue-me. Em outubro faço três anos, e é disto que eu falo por aqui.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo.

Câmarafixa. Deixar correr 2 segundos depois de ela acabar, para a montagem ter cauda.

Luzigual.

O que está no planoigual.

Soma música, se existir, acaba antes deste bloco. Fica só a voz e o som da sala, como está escrito na tabela do roteiro.

Takes a gravar3. Uma séria, uma com meio sorriso, uma mais lenta. A CTA diz-se palavra por palavra como está no guião, porque é a mesma da legenda (R3), incluindo a segunda frase ("Em outubro faço três anos, e é disto que eu falo por aqui").

Erro típico deste takedizer "segue-me" com voz de pedido, quase a implorar. É um convite e diz-se plano, como quem indica uma porta. O segundo erro é cortar a segunda frase por parecer a mais: é ela que dá a razão para seguir, e um convite sem razão não é seguido. O terceiro é transformar "em outubro faço três anos" num anúncio de datas de formação, que esta peça não tem.

Em ecrãA rosto, fecho, sem música

Porque só dou formação a uma pessoa de cada vez

sai 21 de setembro6 blocosFalado a rosto, até 40sbloco 6: a CTA
0/6

Chegou-me aqui uma aluna com uma formação já feita. Tinha saído de lá com dúvidas e nunca chegou a colar uma pestana a ninguém.

Observações de gravação

Enquadramentoplano médio, da cintura para cima. Câmara à altura dos olhos dela. A Lily numa das linhas de terço, com o olhar a apontar para o lado mais aberto do quadro.

Objeto cénicoela pousa a pinça em cima da marquesa e levanta o olhar para a lente na primeira palavra. O gesto acaba antes de a frase acabar e a partir daí as mãos ficam quietas.

Câmaratelemóvel em tripé, fixo, a cerca de 1,3 m. Sem zoom e sem movimento.

Luzjanela como fonte única, ela virada a três quartos para ela. Evitar a janela atrás e evitar a luz do teto acesa ao mesmo tempo. Luz difusa, de manhã ou início da tarde.

O que está no planoa sala do estúdio, com a marquesa ao fundo e desfocada. Tira-se de cima da marquesa tudo o que não é do trabalho (copos, telemóveis, papéis, sacos). Ninguém atrás dela.

Somsom da sala. Microfone de lapela por baixo da roupa, ou o do telemóvel a menos de 1,5 m. Máquina de Head Spa, ventoinha e ar condicionado desligados; telemóveis em silêncio, não em vibração. A pinça pousa-se antes da primeira palavra, nunca por cima dela.

Takes a gravar4, e é aqui que se gastam tomas, porque é o gancho. Uma seguida. Uma com pausa depois de "com uma formação já feita". Uma mais baixa, quase a contar em voz baixa. Uma quarta sem o gesto da pinça, como reserva se o movimento distrair.

Erro típico deste takecontar o caso com pena da aluna, ou identificar a formação anterior (onde foi, com quem, quando). O outro erro é adiantar a razão: a peça vive de a razão só aparecer no bloco 2, e se ela deixar escapar aqui que era da vista, o gancho morre.

Em ecrãLily junto à marquesa, a pousar a pinça em cima dela, e a olhar para a lente na primeira palavra. Plano médio

Ficámos as duas, e percebi que não era da mão dela: não estava a ver bem ao perto. Confirmou-se numa consulta.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo do bloco 1, sem tocar no tripé. É continuidade.

Câmarafixa. Se a montagem precisar de disfarçar a emenda, um push in muito ligeiro feito na edição, nunca com a mão.

Luzigual. Se passar tempo entre blocos e o sol mudar, refaz-se o bloco 1 a seguir para os dois casarem.

O que está no planoigual ao bloco 1. Nada entra nem sai do quadro, e a pinça fica onde foi pousada.

Somsilêncio total à volta. É o pormenor que sustenta a peça inteira e não pode ter ruído por cima. A voz baixa naturalmente aqui, por isso confirmar o nível antes de gravar.

Takes a gravar3. Uma com "confirmou-se numa consulta" dita seca. Uma com meio sorriso no fim. Uma mais lenta, com pausa antes de "não era da mão dela". Nunca a rir do caso.

Erro típico deste takea Lily pôr-se no lugar de quem diagnostica vista. Ela reparou, a consulta é que confirmou, e é assim que tem de sair. O outro erro é acrescentar pormenores que não estão no guião.

Em ecrãMantém a rosto, sem mexer no tripé

Se eu juntasse várias alunas na mesma data, ganhava mais dinheiro. Nunca juntei.

Observações de gravação

Enquadramentoum plano só, sem rosto: a sala posta para uma pessoa só, uma marquesa, uma cadeira, um lugar posto. Filmado da porta ou do canto, câmara à altura do peito.

Objeto cénico, e o limite delea sala está como fica antes de alguém chegar. Não se acrescenta nada ao quadro para ficar bonito, não se põe material a mais na marquesa e não se acende vela nenhuma. Um lugar, e mais nada, é o argumento.

Câmaratelemóvel na mão, apoiado nos dois braços junto ao corpo. Fixo, ou um pan lento de uma ponta da marquesa à outra. Guardar 8 a 10 segundos, para a montagem escolher onde entra.

Luza mesma janela, sem nada acrescentado. Filmar antes de a formanda do dia 9 chegar.

Atenção, este plano não é o mesmo de 11-09. A peça de 11-09 usa a sala vazia**, com a caixa de material fechada e a marquesa por usar. Esta usa a sala posta para alguém que ainda vem. São dois planos diferentes e têm de ficar visivelmente diferentes, senão as duas peças leem-se como a mesma a dez dias de distância. - **Somgrava-se com som real, mas na montagem fica com a voz dela por cima. Nada de música com letra.

Takes a gravar3 do plano, um fixo, um com pan lento e um mais fechado no lugar posto. Da locução, 3 tomas em voz off ou aproveitadas do plano médio: uma seca, uma com pausa antes de "Nunca juntei", uma mais lenta.

Erro típico deste takedizer a frase do dinheiro a sorrir, que a transforma em gabarolice. É uma confissão e diz-se plana. E não acelerar "Nunca juntei", que é a viragem inteira do bloco.

Em ecrãCorte: a sala posta para uma pessoa só, uma marquesa, uma cadeira, um lugar posto. Voz dela por cima

E tu, quantas dúvidas farias em voz alta numa sala com mais gente? Há quem não faça uma pergunta à frente de estranhas.

Observações de gravação

Enquadramentovolta a ela, um passo mais fechado, do ombro para cima. Mesma linha de terço e mesmo lado do quadro, para o corte não saltar.

Câmaraaproximar o tripé cerca de 30 cm. Nunca zoom digital. Fixa.

Luzigual. Ao aproximar, confirmar que a sombra do nariz não cai sobre a boca, senão a legenda queimada fica por cima do escuro.

O que está no planoo fundo fica mais desfocado e mais vazio. Confirmar que nenhum objeto novo entrou no quadro entre blocos.

Somigual.

Takes a gravar3. Uma com a pergunta feita mesmo a perguntar, com a entoação a subir no fim e uma pausa curta antes da resposta. Uma seguida, sem pausa. Uma mais direta, a olhar fixo. "à frente de estranhas" não se abranda em nenhuma das três.

Erro típico deste takedizer a pergunta como frase de ligação, a correr. É uma pergunta a sério, feita a uma pessoa, e o que ela tem de fazer é trazer a atenção de volta depois de três blocos de narração. Se sair lida, repete-se. O segundo erro é a resposta sair a folheto: tem de soar a observação dela, de quem já viu isto acontecer.

Em ecrãVolta a rosto, um passo mais fechado

Com mais gente na sala, isto passava-me ao lado. Eu quero é resolver o teu dia a seguir ao certificado.

Observações de gravação

Enquadramentoigual ao bloco 4, sem mexer no tripé. Olhar direto na lente do princípio ao fim.

Câmarafixa, zero movimento.

Luzigual.

O que está no planoigual. Se houver mais alguém na sala, sai antes deste bloco, mesmo fora de quadro.

Somigual. Se houver música na montagem, baixa ainda mais por baixo desta frase.

Takes a gravar3, e em todas a expressão do mês sai inteira, sem sinónimos. Uma normal, uma mais devagar, uma com pausa antes de "eu quero é resolver o teu dia a seguir ao certificado".

Erro típico deste take"com mais gente na sala" sair a soar a ataque a quem dá formação em grupo. A frase é sobre o que ela consegue ver, não sobre quem ensina. Se soar a comparação, repete-se com o olhar mais baixo e o tom mais lento.

Em ecrãMantém, olhar direto

Já saíste de uma formação com dúvidas que nunca chegaste a tirar? Conta-me aqui nos comentários, respondo-te eu.

Observações de gravação

Enquadramentoigual ao bloco 5. Nada muda no fecho.

Câmarafixa. Deixar correr 2 segundos depois de ela acabar, para a montagem ter cauda.

Luzigual.

O que está no planoigual.

Somigual. Se houver música, corta-se aqui ou baixa-se por baixo da última frase.

Takes a gravar2. Uma a acabar séria, uma com meio sorriso. A CTA diz-se palavra por palavra como está no guião, porque é a mesma da legenda (R3).

Erro típico deste taketrocar a CTA por outra formulação ("conta-me aqui em baixo") e deixar de bater com a legenda. E sorrir a pedir: a sensação é confiança tranquila, não simpatia.

Em ecrãMantém, fecho calmo

Takes extra a apanhar no estúdio, 9 de setembro

cortes de apoio18 takestudo real, nada encenado
0/18
#TakeDuraçãoServe
As mãos dela a limpar a marquesa antes de a sala ficar pronta.Reel 01
A caixa de material a ser fechada, ou o gesto de a pousar.Reel 01
A gaveta da bancada a abrir e a fechar sem nada lá dentro, como reserva do bloco 3.Reel 01
Um plano largo da sala vista da porta, com 10 segundos parados.10sReel 01
A porta a abrir para uma sala vazia.Reel 01
Um plano de 5 segundos da janela e da luz a bater na marquesa, para tapar uma emenda entre blocos.5sReel 01
Um plano dela a sentar-se no lugar de trabalho, sem falar, a olhar em frente.Reel 01
Ela a preparar o material antes de começar, sem falar.Reel 02
Um plano de 8 segundos da sala vazia, para stories.8sReel 02
As mãos dela a segurar a pinça, plano fechado, sem movimento.Reel 02
Um plano da janela e da luz a bater na marquesa.Reel 02
Um plano dela a rir ou a falar com quem está na sala, sem áudio aproveitável, só para cobrir uma emenda em último caso.Reel 02
As mãos dela a demonstrar um gesto de perto, sem som e sem falar.Reel 03
A pinça a ser pousada em cima da marquesa, e o material a ser alinhado.Reel 03
(A sala preparada para uma pessoa só e a pinça a ser pousada deixaram de ser b-roll extra a 08-09: passaram a planos obrigatórios da peça, blocos 3 e 1.)Reel 03
A agenda aberta no dia, filmada de forma a não se lerem nomes.Reel 03
Um plano de 5 segundos da luz da janela a bater na marquesa, para tapar uma emenda entre blocos.5sReel 03
Ela a sentar-se no lugar de trabalho, sem falar, a olhar em frente.Reel 03
O que tem de estar tratado antesSala arrumada e vazia antes de a formanda do dia chegarTrês mudas de roupaTripéMicrofone de lapelaMáquina de Head Spa, ventoinha e ar condicionado desligadosTelemóveis em silêncio, não em vibraçãoFoco e exposição bloqueados depois de ela se sentar
Local de gravação

No estúdio, 1 de outubro

Reel 04

Metade desta peça não se grava, monta-se. A gravação são os blocos 4, 5 e 6. Há take de segurança a 09-09, e nesse caso a Lily muda de roupa.

O meu dia a seguir ao certificado

sai 4 de outubro6 blocosFalado a rosto com fotografias, até 40sbloco 6: a CTA
0/6

Esta fotografia tem exatamente três anos. É o dia da minha primeira formação de pestanas.

Observações de gravação

Enquadramentoa fotografia mais legível do dia da formação, em ecrã inteiro se for vertical. Cartão 04.10.2023 no terço superior, a entrar meio segundo depois da imagem e a sair antes do corte.

Câmaranão há câmara. É montagem. Push in lento de 4 por cento ao longo dos 5 segundos.

Luznenhuma correção de cor além de equilibrar o branco. Fotografia de 2023 é para parecer de 2023.

O que está no planosó a fotografia. Se aparecer alguém que não seja a Lily, ou há autorização escrita ou a fotografia não entra, mesmo desfocada.

Somentra já a voz dela por cima, sem música nos primeiros dois segundos. A música, se existir, sobe depois da primeira frase.

Takes a gravarnão se gravam takes, montam-se duas versões: uma com a fotografia inteira os 5 segundos, e outra com 3 segundos da fotografia inteira mais 2 segundos de um recorte da mesma (as mãos, o material, o que lá estiver). Escolhe-se a que aguentar melhor.

Erro típico deste takeescolher a fotografia mais bonita em vez da mais legível. O que a primeira imagem tem de fazer é dizer "isto é uma formação a acontecer" em dois segundos.

Em ecrãFotografia do dia da formação, ecrã inteiro. Texto em ecrã: 04.10.2023

Quando ela acabou, eu não tinha estúdio nenhum. Tinha uma marquesa no salão da minha mãe, e era ali que eu atendia.

Observações de gravação

Enquadramentotrês fotografias, 2,5 a 3 segundos cada: a marquesa, o espaço à volta, o material arrumado. As horizontais vão dentro da moldura creme.

Câmaramontagem. Uma das três leva push in lento, as outras ficam estáticas. Três seguidas com movimento cansam.

Luzsem correção que uniformize as três. Foram tiradas em dias diferentes e é bom que se note.

O que está no planoo "antes". Se numa delas se vir o nome de um sítio, uma matrícula ou uma pessoa, corta-se o enquadramento ou não entra.

Soma voz dela por cima, música baixa por baixo. Nunca música com letra.

Takes a gravarmontar duas ordens diferentes das três fotografias e ver qual acompanha melhor a frase. A que fecha o bloco é sempre a mais próxima da marquesa, porque é a palavra que a locução acabou de dizer.

Erro típico deste takepôr as três fotografias a passar depressa para caberem todas. Se só houver duas fotografias boas, usam-se duas, com 4 segundos cada.

Em ecrãFotografias de casa: a marquesa, o espaço, o material arrumado

Sabes o que eu tinha? Aquela marquesa, e o trabalho que fazia nela.

Observações de gravação

Enquadramentodois recortes mais fechados, 3 segundos cada, tirados das mesmas fotografias ou de outras: um detalhe da marquesa, o material, as mãos dela a trabalhar se existir tal fotografia.

Câmaramontagem. Estáticos os dois. É o bloco mais parado da peça de propósito, porque a frase é a mais curta.

Luzigual ao bloco 2.

O que está no planosó o que estiver mesmo na fotografia. Não se recorta uma fotografia para sugerir uma coisa que ela não mostra.

Somvoz e música baixa.

Takes a gravarmontar uma versão com dois recortes e uma versão com um recorte só a 6 segundos, estático. Se as fotografias forem de pouca resolução, ganha a segunda, porque um recorte fechado numa imagem pequena mostra o defeito todo.

A locução deste bloco é a pergunta intencional.** "Sabes o que eu tinha?" diz-se mesmo a perguntar, com a entoação a subir e uma pausa curta antes da resposta. Se sair lida, repete-se: é o único momento da primeira metade em que ela fala a alguém e não sobre si. - **Erro típico deste takeampliar demasiado uma fotografia antiga para conseguir o plano fechado. Fica papa e é a única coisa da peça que se lê como descuido. O segundo erro é dizer a pergunta a correr, como ligação: perde-se a recuperação de atenção e volta a ser narração plana.

Em ecrãContinua nas fotografias de casa, planos mais fechados

Hoje é este o espaço. E o que fez a diferença começou no dia a seguir ao certificado, não no certificado.

Observações de gravação

Enquadramentoduas imagens. Primeiro o plano do espaço de hoje, largo, filmado da porta, câmara à altura do peito, 3 a 4 segundos. Depois a Lily a rosto, plano médio, câmara à altura dos olhos, numa das linhas de terço. Cartão 04.10.2026 no terço superior, sobre o plano do espaço.

Objeto cénicoa Lily entra em quadro com as fotografias antigas impressas em papel na mão, seguras em baixo, à altura da cintura, sem as levantar para a câmara. Não se mostram nem se leem: já foram vistas em ecrã inteiro nos blocos 1 a 3, e aqui o que interessa é estarem no mesmo enquadramento que o espaço de hoje. Se não houver impressões, ela entra de mãos vazias e o bloco não muda mais nada.

Câmaratelemóvel em tripé nos dois. O plano do espaço fixo, ou com um push in muito lento a entrar na sala. O plano dela, fixo e sem movimento nenhum.

Luzluz natural da janela, filmada à mesma hora do dia em que as fotografias antigas foram tiradas se isso for possível, e se não for, luz difusa de manhã. Evitar contraluz e a luz do teto acesa ao mesmo tempo.

O que está no planoa sala arrumada e a marquesa limpa, com tudo o que não é do trabalho fora de cima dela. É o "depois" e tem de se ler como o espaço de hoje sem estar encenado.

Somsom da sala. Microfone de lapela por baixo da roupa. Máquina de Head Spa, ventoinha e ar condicionado desligados; telemóveis em silêncio.

Takes a gravar2 do espaço (um fixo, um com push in) e 4 dela a rosto (uma normal, uma mais lenta, uma a entrar já a olhar para a lente, e uma quarta sem as fotografias na mão, que é a reserva se não houver impressões ou se o papel distrair). O corte entre o passado e o presente é seco, sem fundido e sem transição desenhada.

Erro típico deste takedissolver o passado no presente com um fundido bonito. A peça inteira vive deste corte ser abrupto. O segundo erro é arrumar o espaço de hoje até parecer montra: o contraste com as fotografias antigas já é o suficiente.

Em ecrãCorte para hoje: plano do espaço atual, e a Lily entra a rosto com as fotografias impressas na mão. Texto em ecrã: 04.10.2026

Toda a gente começa nalgum sítio. O meu foi o salão da minha mãe.

Observações de gravação

Enquadramentoo mesmo plano médio do fim do bloco 4, sem tocar no tripé. Olhar direto na lente.

Câmarafixa, zero movimento.

Luzigual.

Objeto cénicoa meio deste bloco ela pousa as fotografias impressas na marquesa e deixa a mão sair de quadro. O gesto acaba antes de "O meu foi o salão da minha mãe", para a frase ficar sozinha. Pousa-se sem cuidado de montra: é arrumar, não é apresentar. Sem impressões, o bloco grava-se sem gesto nenhum.

O que está no planoigual. Se houver mais alguém na sala, sai antes deste bloco.

Somsilêncio à volta. Se houver música, baixa por baixo desta frase. As fotografias pousam-se em silêncio, nunca por cima de uma palavra.

Takes a gravar4. Uma normal, uma mais devagar, uma com pausa antes de "O meu foi o salão da minha mãe", e uma sem o gesto de pousar. A frase diz-se sem orgulho encenado e sem pena: é uma informação.

Erro típico deste takedizer "toda a gente começa nalgum sítio" como frase de motivação. A regra da peça é nunca soar a "eu consegui, tu também consegues". Se sair assim, repete-se mais plana e mais baixa.

Em ecrãA rosto, plano médio, tom calmo, a pousar as fotografias na marquesa

Escreve-me nos comentários onde é que tu começaste, ou onde é que vais começar.

Observações de gravação

Enquadramentoigual ao bloco 5, já sem as fotografias na mão.

Câmarafixa. Deixar correr 2 segundos depois de ela acabar, para a montagem ter cauda.

Luzigual.

O que está no planoigual.

Somigual. Se houver música, corta-se aqui ou baixa-se por baixo da última frase.

Takes a gravar2. Uma séria, uma com meio sorriso. A CTA diz-se palavra por palavra como está no guião, incluindo "ou onde é que vais começar", porque é a mesma da legenda (R3).

Erro típico deste takecortar a segunda metade da CTA. É ela que inclui quem ainda não começou, que é a maior parte de quem vai ver.

Em ecrãA rosto, fecho

Takes extra a apanhar no estúdio, 1 de outubro

cortes de apoio5 takestudo real, nada encenado
0/5
#TakeDuraçãoServe
Um plano de 10 segundos da sala vista da porta, parado.10sReel 04
As mãos dela a preparar o material, sem falar.Reel 04
Um plano da janela e da luz a bater na marquesa.Reel 04
Ela a sentar-se no lugar de trabalho, sem falar, a olhar em frente.Reel 04
Um plano do canto do espaço que mais tenha mudado desde as fotografias antigas, se houver um.Reel 04
O que tem de estar tratado antesFotografias do dia da formação de 2023, escolhidasFotografias de quando trabalhava em casa, escolhidasSala arrumada e ainda sem ninguémTripéMicrofone de lapelaRoupa diferente da das peças de setembro